por Alveni Lisboa
Após várias semanas de negociação e obstruções, o Plenário da Câmara dos Deputados conseguiu aprovar a proposta que torna obrigatória a inclusão de consumidores e empresas no cadastro positivo – PLP nº 441/2017. O texto-base foi aprovado com 273 deputados favoráveis e 150 contrários, mas as principais alterações ainda dependem de confirmação na próxima semana, quando serão votados os destaques e as emendas à proposta. Os partidos de oposição querem mudanças substanciais no texto.
O cadastro positivo já existe desde 2011, embora a participação seja voluntária. Os dados sobre pagamentos dos consumidores são repassados a empresas que formulam uma nota com base na adimplência e inadimplência. O objetivo é permitir que bons pagadores acessem juros menores a partir da sua nota.
Comentários do professor Jacoby Fernandes: a proposta tem como ponto nevrálgico a segurança dos dados dos consumidores. Isso porque há quem entenda que haverá quebra de sigilo bancário com o repasse obrigatório de dados financeiros e sobre pagamentos. Quem não quiser participar do cadastro poderá solicitar a remoção, mas a solicitação poderá levar até 30 dias. Sobre o nobre propósito da norma, não há o que se questionar: a obtenção de vantagens financeiras para quem é bom pagador é uma forma de estimular o consumo consciente e premiar a conduta ética. Resolvidas as questões mais polêmicas, a proposta pode gerar um impacto positivo na economia do país.
Com informações da Agência Câmara.

