por Alveni Lisboa
Os servidores públicos federais que desejarem poderão pedir redução de jornada de oito horas diárias para seis ou quatro horas, com redução proporcional da remuneração. A previsão foi estabelecida na Instrução Normativa nº 02/2018 do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, publicada no Diário Oficial da União de ontem, 13.
A redução de jornada ocorrerá quando houver interesse da Administração Pública e poderá ser revertida novamente em integral, a pedido do servidor ou por decisão do órgão. Nem todos poderão solicitar o benefício: advogados e assistentes jurídicos da Advocacia-Geral da União ou órgãos vinculados; delegados, escrivães e policiais federais; e auditores-fiscais da Receita Federal, Previdência Social e do Trabalho. Também não é permitida a concessão de jornada reduzida aos servidores efetivos submetidos à dedicação exclusiva ou sujeitos à duração de trabalho prevista em leis especiais.
Comentários do professor Jacoby Fernandes: a redução da jornada de trabalho acompanhada do devido ajuste remuneratório já era prevista quando se enquadrasse em determinados requisitos legais. Muitos servidores recorriam à Justiça para solicitar horário especial ou carga horária reduzida.
No ano passado, por exemplo, a Portaria Normativa nº 291/2017 regulamentou o Programa de Desligamento Voluntário, que estabelecia a possibilidade da redução da jornada de trabalho para servidores públicos do Poder Executivo Federal. Na época, a concessão da carga horária reduzida estabelecia preferência para servidores com filhos de até seis anos de idade ou para aqueles que são responsáveis pela assistência e cuidados de pessoa idosa, doente ou com deficiência. A IN nº 2/2018, contudo, estipula apenas as categorias que não podem solicitar a redução de carga horária, sem estabelecer qualquer tipo de critério para as demais. Logo, caberá ao gestor público a decisão sobre a concessão ou não, levando em conta o cenário atual, as características do cargo e os impactos de uma eventual redução na jornada de trabalho.
Com informações da Agência Brasil.

