por Alveni Lisboa
Mais de um mês e meio após a autorização, os deputados da Câmara não se organizaram para instalar a Comissão Especial que vai analisar o Projeto de Lei nº 6.814/2017. O aval do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi assinado em 14 de agosto. A Comissão será composta por 34 membros titulares e 34 suplentes, atendendo ao rodízio de bancadas não contempladas.
O texto que for aprovado na comissão especial deverá ainda ser submetido a cinco outras comissões: de Constituição e Justiça, de Trabalho; de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Isso porque o texto da nova Lei de Licitações teria impacto em diversos normativos e segmentos sociais, exigindo a tramitação completa da Lei.
Comentário do advogado Murilo Jacoby: a Reforma da Lei de Licitações deverá ser pauta prioritária para o País. Afinal, com a desburocratização das normas, combate à corrupção e mecanismos para agilizar as licitações, a expectativa é de aumento no interesse da participação nos próximos certames. E a atração dos interessados garante mais investimentos e recursos para o País neste momento de crise.
Infelizmente, não há expectativa para a instituição da comissão nos próximos dias. Os parlamentares estão envolvidos nas pautas ligadas à Reforma Eleitoral, que precisa ser analisada até outubro na Câmara e no Senado para valer para as próximas eleições. Qualquer outro projeto possivelmente somente deve voltar a ser analisado em novembro ou ficará para o próximo ano, que somente terá expediente formal até julho em razão das campanhas eleitorais.
Fonte: Câmara dos Deputados
