CAE ouve pedidos de aumento do limite para adesão ao Simples Nacional

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promoveu nesta segunda-feira (23) uma audiência pública na cidade de São Paulo para discutir o PLC 125/2015 — Complementar, que aumenta o limite para enquadramento da microempresa no regime do Simples Nacional. A reunião foi realizada no auditório da Assembleia Legislativa do estado (ALESP) e contou com a presença do diretor-presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e do diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Antonio Bogus.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promoveu nesta segunda-feira (23) uma audiência pública na cidade de São Paulo para discutir o PLC 125/2015 — Complementar, que aumenta o limite para enquadramento da microempresa no regime do Simples Nacional. A reunião foi realizada no auditório da Assembleia Legislativa do estado (ALESP) e contou com a presença do diretor-presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e do diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Antonio Bogus.

O encontro foi uma iniciativa da relatora do projeto na comissão, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Ela explicou que o texto terá de voltar à Câmara porque foi modificado no Senado, e que, conforme acordo feito com o Ministério da Fazenda, a vigência da lei terá início em janeiro de 2017.

— Enquanto as grandes e médias empresas estão fechando 780 mil empregos em 2014/2015, as pequenas estão criando 380 mil novos empregos e aumentando produção e receita. Temos que ter força nesse momento de crise. Nós sabemos que muitas pessoas que estão em cargos bons, não vão estar daqui a pouco e, com a aprovação dessa proposta vão ter estímulo para montar seu próprio negócio — disse Marta Suplicy à TV Senado.

O PLC 125/2015 aumenta o limite de enquadramento da microempresa no regime especial de tributação do Simples Nacional. Com isso, a receita bruta anual máxima permitida para a microempresa no Supersimples passará de R$ 360 mil para R$ 900 mil. No caso das empresas de pequeno porte, a participação no sistema simplificado será permitida para o intervalo de R$ 900 mil a R$ 14,4 milhões anuais. Atualmente, é de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões.

Fonte: Senado Notícias.

Nota: a busca pelo enquadramento das empresas no Simples Nacional é um reflexo da alta taxa tributária paga pelos empresários no país. Em tempos de “ajuste fiscal”, a estratégia que mais se ouve para recuperar a situação financeira do Estado é o aumento dos impostos. Aumentar o escopo de adesão dessas empresas pode representar um estímulo à economia, com preservação dos empregos e aumento da capacidade produtiva e de investimento.

Palavras Chaves

Resumo do DOU
Juliano Souza - Criação de Sites